Descoberta de água na Lua aproxima plano de colonização

Moléculas de água congelada foram descobertas à sombra de uma cratera

Moléculas de água congelada foram descobertas à sombra de uma cratera
Divulgação/Nasa

A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira (26) que o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA, na sigla em inglês) detectou moléculas de água congelada na Cratera Clavius, situada no hemisfério sul da Lua.

Para o astrônomo Cássio Barbosa, do Centro Universitário FEI, a descoberta tem uma importância estratégica. Isso porque diversos países, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Luxemburgo, África do Sul e China têm planos de colonizar o satélite natural da Terra na próxima década, isto é, instalar bases científicas para exploração de minérios e outros recursos.

“Além do fato de que a água poderá ser consumida pelos astronautas e cumpre importante papel no resfriamento e controle de temperatura, ao decompor a substância, obtém-se hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é uma excelente fonte de energia, então poderá ser utilizado para abastecer as bases da colônia. O oxigênio, por sua vez, é fundamental para a respiração”, afirma.

“Fazia um bom tempo que os cientistas especulavam sobre a existência de água na Lua”, diz o coordenador do Observatório Didático de Astronomia da Unesp Bauru, Rodolfo Langhi. “A descoberta indica que o universo ainda esconde muitos mistérios a serem desvendados, mesmo tão próximos de nós”, completa.

Segundo Langhi, as moléculas foram observadas indiretamente por meio de um método utilizado há muitas décadas chamado espectroscopia. “Utiliza-se um espectroscópio, que separa a luz branca em todas as cores, como ocorre mais ou menos no arco íris. Neste instrumento, aparecem algumas linhas semelhantes a um código de barras. Acontece que cada elemento químico apresenta um conjunto de linhas próprias em posições bem específicas, então é como se cada elemento químico tivesse seu próprio código de barras, ou impressão digital, na natureza”, explica.

Assim, basta o astrônomo fazer a luz passar por este instrumento e ver quais linhas aparecerão nele. Ao comparar cada conjunto de linhas de cada elemento, é possível descobrir quais elementos existem em um determinado astro.

Astrônomos já descobriram água em diversos outros corpos celestes, inclusive em outras luas, como a Encelados e a Europa, satélites de Saturno e Júpiter, respectivamente. Barbosa ressalta, no entanto, que água na sua forma líquida ou até mesmo sólida, como foi o caso da Lua, no entanto, é difícil de encontrar, pois evapora muito rapidamente.

“Trata-se, portanto, de uma grande descoberta que certamente dará uma força a mais para o tão sonhado plano de colonização do nosso satélite natural”, diz.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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